O Bêbado e a Equilibrista
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar
| A pesquisa não obteve resultados, abaixo algumas sugestões |
| (Escolha aleatória) |
| Título - Compositor ou intérprete |
| Preciso de você (Netinho)
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| Lembranças (Kátia, Roberto Carlos, Erasmo Carlos)
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| Se fiquei esperando o meu amor passar (Legião Urbana)
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| Canto da cidade (Daniela Mercury)
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| Saideira (Skank)
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| Ben (Michael Jackson, Walter Scharf, Don Black)
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| Tantos amantes (Guilherme Kerr, Jorge Camargo, I.B. do Morumbi)
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| Toda menina baiana (Gilberto Gil)
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| Olha (Roberto Carlos, Erasmo Carlos)
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| Like a stone (Audio Slave)
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| We´re all alone (Rita Coolidge, Boz Scaggs)
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| Dona (Sá e Guarabira, Roupa Nova)
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| Hard To Say I'm Sorry (Chicago, David Foster, Peter Cetera, Robert Lamm)
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| Tua boca (Belo)
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| Samurai (Djavan)
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| Lembra de mim (Ivan Lins)
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| Construção (Chico Buarque)
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| Que cést triste venise (Charles Aznavour)
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| Flor de liz (Djavan)
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| Teto de vidro (Pitty)
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