O Bêbado e a Equilibrista
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar
| A pesquisa não obteve resultados, abaixo algumas sugestões |
| (Escolha aleatória) |
| Título - Compositor ou intérprete |
| Um dia de domingo (Gal Costa, Tim Maia, Michael Sullivan, Paulo Massadas, Mihail Plopschi)
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| Aventura (Eduardo Dussek, Luiz Carlos Góes)
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| Saideira (Skank)
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| Apelo (Baden Powell, Vinícius de Moraes)
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| Caminhoneiro (Roberto Carlos, Erasmo Carlos)
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| Agora vejo (Guilherme Kerr, Jorge Camargo, Jorge Rehder, João Alexandre, Nelson Bomilcar)
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| Como dois animais (Alceu Valença)
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| Por una cabeza (Carlos Gardel, Alfredo Le Pera)
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| Equalize (Pitty)
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| Não uso sapato (Charlie Brown Jr.)
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| Somos todos iguais nesta noite (Ivan Lins)
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| Tempo perdido (Legião Urbana)
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| It Might Be You (Stephen Bishop)
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| Knife (Rockwell)
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| Love is in the air (John Paul Young)
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| De Volta pro Aconchego (Elba Ramalho, Dominguinhos, Nando Cordel)
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| Carinhoso (Pixinguinha, João de Barro)
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| Canto de ossanha (Baden Powell, Vinícius de Moraes)
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| Scrivimi (Renato Russo)
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| O morro não tem vez (Tom Jobim)
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