O Bêbado e a Equilibrista
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar
| A pesquisa não obteve resultados, abaixo algumas sugestões |
| (Escolha aleatória) |
| Título - Compositor ou intérprete |
| Amigo fiel (Arte Oficio)
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| Ebony eyes (Rick James, Smokey Robinson)
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| É (Gonzaguinha)
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| Coração do Agreste (Fafá de Belém, Moacyr Luz, Aldir Blanc)
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| A vida é festa (Netinho)
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| Sabiá (Tom Jobim, Chico Buarque)
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| Volta pra mim (Roupa nova)
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| Teto de vidro (Pitty)
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| Queixa (Caetano Veloso)
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| As time goes by (Herman Hupfeld)
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| Perfeito adorador (Filhos do Homem, Fabiano Schenato Barbosa)
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| Azul da cor do mar (Tim Maia)
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| Ouro de Tolo (Raul Seixas)
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| Silent night - Noite feliz (Franz Gruber / Joseph Mohr)
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| La barca (Roberto Cantoral)
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| Tempo perdido (Legião Urbana)
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| Chuva de prata (Gal Costa, Roupa nova, Ed Wilson, Ronaldo Bastos)
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| Fullgás (Marina Lima, Antônio Cícero)
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| Paralelas (Belchior)
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| Olê, Olá (Chico Buarque)
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