O Bêbado e a Equilibrista
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar
| A pesquisa não obteve resultados, abaixo algumas sugestões |
| (Escolha aleatória) |
| Título - Compositor ou intérprete |
| Olê, Olá (Chico Buarque)
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| She mades me cry (Pholhas)
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| Going under (Evanescence)
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| É (Gonzaguinha)
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| Olhos no espelho (João Alexandre, Grupo Milad)
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| Like toy soldiers (Eminem)
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| La vie in rose (Édith Piaf, Louis Guglielmi, Marguerite Monnot)
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| Girassol (Cidade Negra)
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| Não deixe o samba morrer (Alcione)
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| Misty (Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Frank Sinatra, Erroll Garner)
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| Lua e Estrela (Caetano Veloso, Vinicius Cantuária)
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| As Rosas Não Falam (Cartola)
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| Tonight I celebrate my love for you (Roberta Flank, Peabo Bryson)
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| Georgia On My Mind (Ray Charles)
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| Shiver (Maroon 5)
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| Qual é (Marcelo D2)
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| Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
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| Owner of a lonely heart (Yes)
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| Carta (Laura Pausini)
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| Muito diferente (Guilherme Arantes)
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