O Bêbado e a Equilibrista
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar
| A pesquisa não obteve resultados, abaixo algumas sugestões |
| (Escolha aleatória) |
| Título - Compositor ou intérprete |
| Avohai (Zé Ramalho)
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| De coração pra coração (Roberto Carlos, Mauro Motta, Robson Jorge, Lincoln Olivetti, Isolda)
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| Lilás (Djavan)
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| retarded (Black Eyed Peas)
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| Transas (Nico Rezende, Paulinho Lima, Ritche)
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| Muito estranho (Dalto, Cláudio Rabello)
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| Canto de ossanha (Baden Powell, Vinícius de Moraes)
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| Mesmo que seja eu (Roberto Carlos, Erasmo Carlos)
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| Cartomante (Ivan Lins, Vitor Martins)
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| Hypnotize (System of a Down)
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| Tea for two (Vincent Youmans, Irving Caesar, Doris Day, Frank Sinatra)
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| Feliz (Gonzaguinha)
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| Januário (Luiz Gonzaga)
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| Criador (Arte Oficio)
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| Somos todos iguais nesta noite (Ivan Lins)
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| My love (Paul McCartney)
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| Sonho de amor (Patricia Marx, Paulo Massadas, Michael Sullivan)
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| Caleidoscópio (Paralamas)
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| Exagerado (Cazuza)
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| Quase sem querer (Legião Urbana)
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